O preço do diesel registrou uma forte alta nas últimas semanas e já acumula aumento de 22,53%, alcançando a média de R$ 7,45 por litro — o maior patamar desde julho de 2022. Os dados são da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e refletem os impactos recentes do cenário internacional, especialmente após o início do conflito envolvendo o Irã.
Alta expressiva nos combustíveis
No começo de março, o diesel custava, em média, R$ 6,08. Desde então, o valor subiu de forma contínua até atingir os atuais R$ 7,45. O número se aproxima do recorde recente, registrado em 16 de julho de 2022, quando o litro chegou a R$ 7,48.
A gasolina também ficou mais cara no mesmo período, embora com menor intensidade. O preço médio passou de R$ 6,30 para R$ 6,70 — uma alta de 7,61%, segundo levantamento da ANP.
Aumento mais moderado na última semana
Apesar da disparada no acumulado do mês, os reajustes mais recentes foram menos intensos.
- Diesel: alta de 2,61% (de R$ 7,26 para R$ 7,45)
- Gasolina: alta de 1,95% (de R$ 6,65 para R$ 6,78)
Os dados consideram a comparação entre a semana de 15 a 21 de março e a semana seguinte.
O que está influenciando os preços?
A desaceleração no ritmo de alta pode estar ligada a algumas medidas adotadas recentemente:
- Isenção de tributos: o governo federal zerou as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel no dia 12 de março.
- Fiscalização reforçada: operações em todo o país intensificaram o controle contra preços abusivos praticados por postos e distribuidoras.
Tendência ainda é incerta
Mesmo com a leve desaceleração semanal, os preços seguem elevados e sensíveis ao cenário internacional. A evolução do conflito no Oriente Médio e as decisões econômicas internas devem continuar influenciando diretamente o valor dos combustíveis nas próximas semanas.

