A América do Sul segue fortalecendo sua participação no mercado global de soja nesta atual safra. O desempenho da região é impulsionado principalmente pelo crescimento expressivo da produção brasileira, enquanto a colheita argentina deve apresentar retração em relação ao ciclo anterior.
Brasil, Estados Unidos e Argentina dominam a produção mundial
Atualmente, Brasil, Estados Unidos e Argentina são os três maiores produtores de soja no mundo, respondendo juntos por cerca de 80% da produção global. A China aparece bem atrás, com aproximadamente 5% de participação no mercado internacional.
Brasil caminha para uma safra recorde histórica
De acordo com estimativas do USDA, o Brasil deverá alcançar um novo recorde histórico na produção de soja, com 178 milhões de toneladas na safra atual. Esse volume supera significativamente as 171,5 milhões de toneladas colhidas no ano anterior.
Esse crescimento é sustentado pela expansão da área cultivada, que aumentou em 1,7 milhão de hectares, atingindo 49,1 milhões de hectares. Com isso, o Brasil consolida ainda mais sua posição como maior produtor mundial de soja, à frente dos Estados Unidos.
Produção de soja nos Estados Unidos recua
Nos Estados Unidos, a colheita de soja foi concluída até o final de 2025, totalizando cerca de 116,0 milhões de toneladas. Esse número representa uma queda anual de aproximadamente 3,1 milhões de toneladas, indicando um desempenho inferior ao da safra anterior.
Argentina registra leve redução na colheita
A Argentina, terceira maior produtora global, também deve apresentar um resultado menor nesta temporada. Segundo a Agrarmarkt Informations-Gesellschaft, a produção argentina está estimada em 48,5 milhões de toneladas, o que significa uma redução de cerca de 2,6 milhões de toneladas em comparação ao ano anterior.
China apresenta crescimento moderado
Em contraste com a tendência observada em parte da América do Sul, a China deve registrar um leve aumento na produção de soja. As projeções mais recentes do USDA indicam uma alta de aproximadamente 0,3 milhão de toneladas, elevando a colheita para 20,9 milhões de toneladas.
Preocupações ambientais e críticas à EUDR
A Union zur Förderung von Oel- und Proteinpflanzen (UFOP) manifestou preocupação com a contínua expansão das áreas agrícolas destinadas ao cultivo de soja no Brasil. A entidade avalia que, mesmo antes de sua entrada oficial em vigor, a Regulamentação Europeia sobre produtos livres de desmatamento (EUDR) já demonstra falta de eficácia para conter o avanço sobre novas áreas.
