Time norueguês domina em casa, derruba favorito inglês e vence pela primeira vez na fase principal da Champions
A Liga dos Campeões 2025/26 ganhou uma de suas maiores zebras nesta terça-feira (20). Atuando diante de sua torcida e sob condições típicas do rigoroso inverno norueguês, o Bodo/Glimt superou o poderoso Manchester City por 3 a 1, em duelo válido pela sétima e penúltima rodada da fase de liga da competição. O resultado entrou imediatamente para a história do clube: foi a primeira vitória do Bodo/Glimt na fase principal da Champions League.
O grande nome da noite foi o atacante Håkon Evjen Høgh, que marcou dois gols em um curto intervalo de tempo, enquanto Jens Petter Hauge completou o placar para os donos da casa. Pelo lado inglês, o jovem Rayan Cherki anotou o gol de honra do City, já quando a derrota parecia inevitável.
Pressão, frio e intensidade: Bodo impõe seu jogo desde o início
Desde o apito inicial, ficou claro que o Manchester City teria uma noite complicada. Jogando no Aspmyra Stadion, conhecido pelo gramado sintético e pelas condições climáticas desafiadoras, o Bodo/Glimt impôs um ritmo intenso, com marcação alta, transições rápidas e apoio constante da torcida.
Mesmo com maior posse de bola, o City encontrou dificuldades para infiltrar na defesa norueguesa e sofreu com erros na saída de jogo. O Bodo, por sua vez, foi eficiente e cirúrgico sempre que teve espaço para atacar.
Høgh brilha e coloca o City contra a parede
Aos poucos, a pressão dos donos da casa se transformou em gols. Høgh abriu o placar após aproveitar falha defensiva e finalizar com precisão, levando o estádio ao delírio. Pouco tempo depois, o camisa 9 voltou a aparecer, desta vez completando uma jogada coletiva veloz para marcar o segundo gol e ampliar a vantagem.
O intervalo entre os dois gols foi curto, o suficiente para desorganizar completamente o Manchester City, que sentiu o impacto emocional e passou a demonstrar nervosismo em campo — algo raro para uma equipe acostumada a decisões continentais.
Hauge amplia e transforma a vitória em feito histórico
Ainda antes da reação inglesa, o Bodo/Glimt aproveitou o momento favorável e chegou ao terceiro gol, marcado por Hauge, que finalizou com frieza após mais uma jogada em velocidade. O 3 a 0 no placar não era apenas surpreendente: era simbólico.
Diante de um dos elencos mais caros do futebol mundial, o clube norueguês mostrava que organização, intensidade e confiança podem equilibrar forças mesmo no maior palco do futebol europeu.
City tenta reagir, mas derrota já estava desenhada
Somente na parte final da partida o Manchester City conseguiu diminuir o prejuízo. Rayan Cherki aproveitou uma rara desatenção defensiva e marcou o gol de honra, evitando um placar ainda mais elástico. No entanto, a reação parou por aí.
O Bodo administrou o resultado com inteligência, manteve a solidez defensiva e segurou a pressão até o apito final, garantindo uma vitória que será lembrada por décadas por seus torcedores.
Primeira vitória histórica e impacto na Champions
O triunfo representa um marco histórico para o Bodo/Glimt, que jamais havia vencido uma partida na fase principal da Liga dos Campeões. Mais do que três pontos, o resultado simboliza a consolidação do clube como uma força emergente no futebol europeu, capaz de competir com gigantes do continente.
Para o Manchester City, a derrota acende um alerta às vésperas da rodada final da fase de liga. Apesar da classificação encaminhada, o desempenho abaixo do esperado levanta questionamentos sobre consistência, adaptação a jogos fora de casa e concentração em momentos decisivos.
Uma noite para entrar nos livros da Champions
Em uma competição conhecida por suas histórias épicas, Bodo/Glimt 3 x 1 Manchester City já tem lugar garantido entre os grandes capítulos da Liga dos Campeões. Uma noite em que o improvável aconteceu, o favorito caiu e um clube norueguês escreveu seu nome na história do futebol europeu.
Se a Champions é feita de sonhos, o Bodo/Glimt provou que, às vezes, eles se tornam realidade — mesmo contra os gigantes.

