A Petrobras, estatal brasileira do setor de energia, deu mais um passo importante para fortalecer a logística energética nacional e a indústria naval brasileira ao assinar novos contratos para a construção de navios no âmbito do programa Mar Aberto, focado na renovação da frota.
Contratos ampliam frota e geram empregos
Os contratos foram oficialmente assinados na terça-feira, na cidade de Rio Grande, no estado do Rio Grande do Sul, e preveem a construção de:
- Cinco navios transportadores de GLP (gás liquefeito de petróleo)
- 18 barcaças
- 18 empurradores
O investimento total chega a R$ 2,8 bilhões, cerca de US$ 560 milhões, com potencial para gerar mais de 9.000 empregos diretos e indiretos em diversas regiões do país, segundo estimativas da Petrobras.
Construção 100% nacional
Todas as embarcações serão operadas pela Transpetro, subsidiária logística da Petrobras, e construídas integralmente em estaleiros brasileiros, distribuídos em três estados:
- O Estaleiro Rio Grande ficará responsável pelos cinco navios de transporte de GLP
- A Bertolini Construção Naval da Amazônia, em Manaus, construirá as barcaças
- A Indústria Naval Catarinense, em Santa Catarina, fabricará os empurradores
Presença presidencial reforça importância do projeto
A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de autoridades do governo e executivos da empresa, destacando o peso político, industrial e estratégico da iniciativa.
Lula tem defendido a retomada da indústria naval e offshore como um dos pilares da política industrial brasileira e da geração de empregos.
Navios de GLP lideram investimentos
A maior parte do investimento, cerca de R$ 2,2 bilhões, será destinada aos cinco navios de GLP encomendados ao Estaleiro Rio Grande. A frota será composta por:
- Três navios com capacidade de 7.000 metros cúbicos
- Dois navios maiores, com capacidade de 14.000 metros cúbicos
Com essas entregas, a frota de navios de gás da Transpetro passará de seis para 14 embarcações, praticamente triplicando a capacidade de transporte de GLP.
Mais eficiência e menor impacto ambiental
De acordo com a Petrobras, os novos navios serão até 20% mais eficientes energeticamente do que os atuais e devem reduzir as emissões em cerca de 30%. Além disso, as embarcações poderão operar em portos eletrificados, alinhando-se às metas de transição energética e redução de emissões da companhia.
O primeiro navio está previsto para ser lançado aproximadamente 33 meses após o início da construção, com novas entregas a cada seis meses.
Menor dependência de navios afretados
Um dos principais objetivos do programa é reduzir a dependência da Petrobras de navios afretados. Com uma frota própria maior, a empresa espera obter:
- Mais flexibilidade operacional
- Redução de custos logísticos no longo prazo
- Maior controle no transporte de GLP e derivados
A expansão também dará suporte ao crescimento da produção de gás natural no Brasil, tanto no litoral quanto em hidrovias interiores, incluindo a Amazônia e a Lagoa dos Patos.
