O Tesouro Nacional realizou nesta segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, sua primeira operação de emissão de títulos públicos no mercado internacional do ano, captando um total de US$ 4,5 bilhões. Foram oferecidos papéis com vencimentos em 2036 e 2056, segundo informações de uma fonte próxima à operação.
O resultado, inicialmente divulgado pelo serviço de informações financeiras IFR, incluiu:
- Emissão de 10 anos: volume de US$ 3,5 bilhões
- Reabertura de títulos de 30 anos (Global 2056): volume de US$ 1 bilhão
Taxa de Retorno e Objetivos da Operação
As taxas de retorno foram definidas em 6,40% ao ano para a emissão de 10 anos e 7,30% ao ano para a reabertura do Global 2056, conforme a fonte e o IFR. O Tesouro Nacional deve divulgar mais detalhes da operação ainda nesta segunda-feira.
Segundo nota oficial do Tesouro, a operação teve como objetivos:
- Garantir liquidez à curva de juros soberana em dólar no mercado externo
- Criar referência para o setor privado
- Antecipar o financiamento de vencimentos em moeda estrangeira
A emissão contou com liderança dos bancos HSBC, JP Morgan, Santander e Sumitomo.
Histórico de Emissões e Planos Futuro
A última emissão internacional do Tesouro havia ocorrido em novembro de 2025, com captação de US$ 2,25 bilhões, incluindo títulos com vencimento em 2033 e uma reabertura de papéis de 10 anos para 2035.
O Tesouro anunciou em janeiro de 2026 que planeja ampliar gradualmente a participação do Brasil nos mercados internacionais, realizando emissões mais frequentes, inclusive em euros e iuanes.
O governo pretende que a participação de títulos cambiais no estoque da dívida pública alcance 7% a longo prazo, ante 3,8% registrado ao final de 2025.
Conclusão
A emissão internacional de títulos do Tesouro Nacional em 2026 fortalece a liquidez da dívida pública em dólar e oferece referência de juros para investidores. Com o lançamento de papéis de 10 e 30 anos, o Brasil mantém uma estratégia de financiamento antecipado e diversificação internacional, alinhada ao aumento gradual da presença do país nos mercados globais.
