Centro E Direita Já Discutem Nomes Para A Prefeitura De São Paulo Em 2028

A eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2028 já começou a movimentar partidos de centro e de direita nos bastidores.

O debate ganhou força porque o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), não poderá disputar um novo mandato consecutivo após encerrar seu segundo período à frente da capital paulista.

Com isso, aliados e lideranças políticas avaliam que existe um possível “vácuo de poder” na sucessão municipal. A leitura nos bastidores é que ainda não há um nome natural para ocupar o espaço deixado por Nunes.

Sucessão De Ricardo Nunes Abre Disputa Interna

Apesar de ocupar a vice-prefeitura, o coronel Mello Araújo (PL) não é visto, por parte dos articuladores políticos, como o sucessor mais provável de Ricardo Nunes. Nos bastidores, ele é considerado distante das articulações centrais para a disputa de 2028.

Esse cenário abriu espaço para que diferentes partidos comecem a testar nomes, medir força política e observar perfis capazes de unir setores do eleitorado paulistano.

PSD Avalia Nome Moderado Para 2028

Entre os partidos que já se movimentam está o PSD, comandado nacionalmente por Gilberto Kassab. Em entrevista à Jovem Pan, Kassab afirmou que já teria um nome em mente para a sucessão paulistana, embora não tenha revelado quem seria.

Nos bastidores, um dos nomes citados é o de Rodrigo Goulart (PSD), atual secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade de São Paulo.

Ex-vereador por três mandatos, Goulart tem trânsito entre empresários e é visto como um perfil moderado, característica considerada importante dentro da estratégia do partido.

O próprio Rodrigo Goulart, no entanto, negou que existam conversas concretas sobre 2028. Segundo ele, o foco atual é a gestão municipal e as eleições de 2026.

Nomes Do Entorno De Ricardo Nunes Também São Citados

Dentro do grupo político ligado diretamente ao prefeito Ricardo Nunes, outros nomes também circulam como possíveis alternativas. Entre eles está Fabrício Cobra, secretário de Subprefeituras, apontado como uma figura forte nos bastidores da administração municipal.

Também aparece o nome de Sidney Cruz (MDB), secretário municipal de Habitação. Já Edson Aparecido (MDB), secretário de Governo, costuma ser lembrado em conversas políticas, mas teria rejeitado essa possibilidade em diálogos reservados.

Outro nome mencionado é o de Orlando Morando, ex-prefeito de São Bernardo do Campo. Recém-filiado ao MDB, Morando passou pela Secretaria de Segurança Urbana da Prefeitura de São Paulo e ganhou visibilidade na gestão atual.

Ele deixou o cargo para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, mas ainda pode voltar a ter papel relevante na política da capital.

Ala Bolsonarista Também Planeja Candidatura

Além dos partidos de centro, a ala mais ligada ao bolsonarismo também discute possibilidades para 2028. Um dos nomes ventilados é o de Felipe Sabará, ex-secretário e empresário.

Sabará atua atualmente na pré-campanha de Flávio Bolsonaro e avalia disputar uma vaga de deputado estadual em 2026 para ampliar sua visibilidade. A ideia seria construir uma candidatura futura por meio de um novo partido chamado Bom Senso.

Ele também é sócio de Pablo Marçal, que disputou a Prefeitura de São Paulo em 2024 e está inelegível.

Ricardo Nunes Também Mira Cenário De 2030

As articulações não se limitam à eleição municipal de 2028. Entre aliados do governo estadual e da Prefeitura de São Paulo, também há conversas sobre a eleição para o governo paulista em 2030.

Interlocutores enxergam uma possível estratégia conjunta entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes. Nesse desenho, Nunes poderia ser preparado como possível sucessor de Tarcísio no comando do Estado.

Conclusão

A sucessão de Ricardo Nunes na Prefeitura de São Paulo ainda está longe de uma definição, mas os movimentos de bastidores mostram que centro e direita já começaram a se organizar para 2028.

PSD, MDB e grupos bolsonaristas avaliam nomes, perfis e estratégias para ocupar o espaço político que será aberto na capital.

Até lá, as eleições de 2026 devem servir como etapa decisiva para testar forças e projetar futuros candidatos.

By Marshal

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