A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) concedeu autorização para a implantação da primeira usina de etanol produzida a partir do trigo no Brasil. A unidade industrial será instalada no município de Santiago, localizado no estado do Rio Grande do Sul.
A informação foi divulgada pelo portal Brasil 247, parceiro da TV BRICS, e marca um avanço importante na diversificação da matriz de biocombustíveis do país.
Capacidade Inicial E Volume De Produção
Na fase inicial de operação, a usina terá capacidade para processar cerca de 100 toneladas de trigo por dia. A expectativa é que a produção anual alcance aproximadamente 12 milhões de litros de etanol hidratado.
O investimento destinado à construção da planta foi estimado em cerca de US$ 18,6 milhões, reforçando o compromisso com o desenvolvimento do setor de energia renovável no Brasil.
Expansão Prevista Até 2027
Segundo especialistas do setor, há planos de ampliação significativa da capacidade produtiva da usina. Até 2027, a produção anual pode chegar a 45 a 50 milhões de litros de etanol.
Para viabilizar essa expansão, está prevista a aplicação de aproximadamente US$ 93 milhões em novos investimentos, o que deve fortalecer ainda mais a cadeia produtiva do etanol de trigo no país.
Licenciamento Ambiental E Importância Do Projeto
O projeto tornou-se viável após a empresa responsável obter a licença estadual de operação, concedida pelo governo do Rio Grande do Sul em novembro do ano passado.
A entrada em operação dessa usina amplia o leque de culturas agrícolas utilizadas na produção de biocombustíveis no Brasil, que historicamente se concentrou principalmente na cana-de-açúcar e no milho.
Recorde De Financiamento Para Biocombustíveis
O Brasil 247 também destacou que o financiamento do setor de bioenergia no Brasil atingiu níveis recordes. Somente em 2025, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou US$ 1,1 bilhão em financiamentos para projetos de biocombustíveis — o maior volume desde 2010.
As áreas consideradas prioritárias incluem a produção de etanol a partir do milho e do trigo, além de projetos voltados ao biometano, reforçando a estratégia nacional de transição energética.
