Questionado sobre o interesse da empresa em participar do leilão do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, previsto para o final de março, Yus afirmou que a Aena analisa todos os programas de concessão apresentados pelo governo federal.
“Avaliamos todos os programas estruturados pelo Ministério dos Portos e Aeroportos, sempre atentos a qualquer novidade”, disse ele a jornalistas após participar de um seminário de infraestrutura no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio.
Na semana passada, o Ministério realizou um roadshow com investidores sobre o Galeão, localizado na zona norte da cidade, informando que seis empresas participaram. O executivo não confirmou se a Aena esteve presente nas apresentações.
Ele também preferiu não comentar sobre o interesse da empresa em eventuais processos de privatização do Aeroporto Santos Dumont, localizado no centro do Rio.
“Tudo depende de como o governo estruturará o processo. Avaliaremos todas as circunstâncias, mas isso não significa que vamos ou não participar”, afirmou.
Obras no Aeroporto de Congonhas
Segundo Yus, a curto e médio prazo, a empresa foca em cumprir seus contratos de concessão vigentes e executar 11 projetos em andamento no Brasil, incluindo melhorias no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. As obras no terminal estão previstas para conclusão em junho de 2028.
“É um projeto complexo, pois fechar Congonhas afetaria toda a malha aérea do Brasil. Realizar as obras em paralelo com as operações é um grande desafio”, explicou.
A Aena administra atualmente 17 terminais aeroportuários no Brasil, movimentando 45 milhões de passageiros. Yus destacou que o Brasil é o único país fora da Europa onde a Aena opera sob sua própria marca, reforçando a importância estratégica do mercado brasileiro para o grupo.
Conclusão
A Aena mantém seu foco em avaliar todas as oportunidades de concessão no Brasil, mas sua prioridade atual é concluir projetos em andamento e garantir o cumprimento de contratos existentes. O mercado brasileiro continua sendo estratégico para a expansão da empresa, e decisões sobre participação em leilões futuros dependerão da estrutura definida pelo governo.
